sábado, 24 de novembro de 2012




Alguém viu esta notícia nos jornais brasileiros? Uma pessoa que está fazendo o país descer ladeira abaixo querer dar lição de moral à uma nação que pode não ser o paraíso, mas que tem, sim, muito a ensinar, principalmente, à Dilma. A questão é ter competência, inteligência e humildade para aprender


sexta-feira, 23 de novembro de 2012

A VERDADE PRECISA SER DIVULGADA. CHEGA DE MANIPULAR, MENTIR E ENGANAR. VAMOS INFORMAR AO MAIOR NÚMERO POSSÍVEL DE PESSOAS E NÃO PERMITIR QUE A VERDADE SEJA MANIPULADA AO SABOR DE INTERESSES POLÍTICOS INESCRUPULOSOS.


A acelerada produção de cadáveres nos estados governados pelo PT. E o silêncio e o proselitismo cúmplices do jornalismo companheiro

 Por Reinaldo Azevedo

Leiam este texto com atenção. Ele trata de números. Ele trata de fatos. Se julgarem que faz sentido, passem adiante e debatam
 
Abaixo, vocês têm os dados evolutivos com a taxa de homicídios por 100 mil habitantes de cada unidade da federação de 2000 a 2010. São números do respeitadíssimo Mapa da Violência. Abro o post com o quadro porque vocês poderão consultá-lo ao longo da leitura do texto que a ele se segue.
Vamos láJosé Eduardo Cardozo e os petistas estão sendo apresentados por certa imprensa como, digamos, “professores” na área de segurança pública. Eles saberiam o que fazer. Não por acaso, José Dirceu anunciou ontem, em um de seus habituais posts-borborigmo, que a política de segurança pública de São Paulo não deu certo… Sei. Não se esqueçam destes números: o Estado fechará o ano com pouco mais de 10 mortos por 100 mil habitantes, e a capital paulista, com pouco mais de 11.
Sabem quem é bom pra chuchu nessa área? O petismo. Ninguém multiplica cadáveres como eles — e sob o silêncio cúmplice de boa parte da imprensa. Vamos ver o que acontece nessa área quando o PT vira governo.
O escândalo baianoA Bahia talvez seja a maior evidência da distância entre o que o PT diz e o que PT faz. O petista Jaques Wagner governa o estado desde 2007. Em 2006, houve no estado 23,5 mortos por 100 mil habitantes. Nesse mesmo ano, São Paulo já tinha um índice inferior: 19,9. Pois bem! Vamos ver o que aconteceu com os números a partir de 2007, na gestão do companheiro Wagner: 25,7; 32,9; 37,7 e 37,7. Viram? Entre 2006 e 2010, sua política de segurança pública exemplar conseguiu aumentar o número de homicídios em 60,4%! No mesmo período, São Paulo baixou a sua em 30%. Mas bom mesmo é o PT de José Dirceu!!!
O escândalo paraenseOs paraenses, coitados!, já tiveram um governo petista — o de Ana Júlia Carepa, entre 2007 e 2010. Também ali o partido teve a chance de pôr para funcionar as suas ideias verdadeiramente revolucionárias na área de segurança pública. Um ano antes de a petista chegar ao poder, houve 29,6 mortos por 100 mil no estado. Vamos ver os números que os petistas conseguiram produzir entre 2007 e 2010: 30,4; 39,2; 40,2 e 45,9. Isto mesmo: houve uma elevação de 55,06%! Se o Zé Dirceu considera que o governo de São Paulo é responsável por um surto de violência — que não quer dizer aumento estrutural —, louve-se a capacidade ímpar do PT de produzir cadáveres em série…
SergipeAh, mas existe Sergipe, onde o PT é poder desde 2007! Quem sabe os petistas tenham reservado toda a sua competência no combate à violência de Sergipe! Em 2006, ultimo ano do governo não-petista, a taxa já era alta: 29,8 por 100 mil. Em 2007, teve-se a impressão de algo de bom poderia estar em curso na área: a taxa caiu um pouco; foi para 25,9. Engano! De 2008 a 2010, foram estes os números: 25,9; 28,7; 32,6 e 33,3 — aumento de 11,74%. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública traz o número de 2011: 33,9! E olhem que eles são considerados de “baixa qualidade”. Vale dizer: pode haver subnotificação.
PiauíAssociado ao PSB, o PT está no governo do Piauí desde 2003 (duas gestões cada um, com o outro de vice). Pois bem: em 2002, o estado teve 10,9 homicídios por 100 mil habitantes. Vejamos, então, o desempenho dos companheiros entre 2003 e 2010: 10,8; 11,8; 12,8; 14,4; 13,2; 12,4; 12,8 e 13,7! Que coisa, não? Em oito anos no poder, os companheiros conseguiram elevar a taxa de homicídios em 25,68%. E olhem que o Anuário da Segurança Pública, por exemplo, não leva a sério os dados fornecidos pelo governo do Piauí porque os considera também de “baixa qualidade”.
AcreOs petistas governam o Acre desde 1999 — o grupo de Marina Silva também é poder e, no estado, não se distingue dos petistas. Vejam o quadro. De 2000 a 2010, eis a taxa de mortos por 100 mil do Acre segundo o Mapa da Violência: 19,4; 21,2; 25,7; 22,5; 18,7; 18,7; 22,6; 18,9; 19,6 21,5 e 19,6. É praticamente o dobro da de São Paulo. Mas os petistas insistem em dar aulas sobre segurança pública. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública não traz números sobre o Acre porque o Estado não fornece de modo adequado os dados para o Sistema Nacional de Estatísticas de Segurança Pública e Justiça Criminal (SINESPJC). Eis aí: depois de dez anos de gestão petista, os mortos por 100 mil habitantes no Estado cresceram, com alguns picos de violência em 2001, 2002, 2003 e 2009.
E os números bons?Zeca do PT governou o Mato Grosso do Sul entre 1999 e 2007. Não cheirou nem fedeu. Em 2000, havia 31 mortos por 100 mil habitantes no Estado. No último ano de sua gestão, 30. Notem: eu bem que tento encontrar dados virtuosos do petismo. Segundo o Anuário, em 2011, o Distrito Federal, governado por Agnelo Queiroz, teve 29,2 mortos por 100 mil — menos do que os 33,2 do ano anterior (ou 34,2 segundo o Mapa). Essa taxa é 170,37% maior do que a de São Paulo no mesmo ano: 10,8 por 100 mil.
E então?Eis aí. Com esse retrospecto na segurança pública, os petistas se atrevem, no entanto, a dar lições de competência aos outros. E que se note: há taxas ainda piores Brasil afora, a maior parte oriundas de estados governados pela chamada “base aliada”. Ora, por que os petistas, então, não aplicam nos estados que governam seus programas miraculosos? Por que José Eduardo Cardozo não vai fazer proselitismo na Bahia? Por que não oferece os seus préstimos a Sergipe? Por que não põe em prática suas ideias revolucionárias no Acre? Por que já não propõe medidas definitivamente saneadoras ao Piauí?
Pergunto: a reputação de que governo resiste a que se leve para a TV cada ocorrência havida de violência, cada caso, sempre como um sintoma de descontrole da segurança pública? É o que se faz com São Paulo.
Caminhando para a conclusãoNão se trata de negar, reitero, a existência de um surto de violência no Estado e a ação deletéria do crime organizado. À medida, no entanto, que se faz tabula rasa de uma política de segurança pública que demonstra, ao longo de uma década, virtudes inequívocas, faz-se o que tenho chamado de “aliança objetiva” com a bandidagem. Os criminosos — sim, existem criminosos soltos em São Paulo; menos do que na maioria dos estados, mas existem — passam a ser os senhores da pauta.
Quando o estado que exibe, na média, os melhores indicadores é apresentado como terra de ninguém, é evidente que o jornalismo morreu faz tempo. Em seu lugar, entrou uma pauta de natureza política.
Só por curiosidade: quantos morreram ontem no Rio? E anteontem? E na terça-feira? E na segunda? A quantas anda a taxa de homicídio no Estado até outubro? Então aquelas pessoas não tinham história?
Num país em que existem “mortos com notícia” e “mortos sem notícia”, é forçoso concluir que os cadáveres se transformaram numa alavanca política. Como, aliás, já percebeu José Dirceu (ver post na home).
Ah, sim! Não insistam, hein!? Sérgio Cabral não pode se candidatar a governador de São Paulo… Não que não pudesse ser divertido vê-lo de lenço na cabeça, dançando na boquinha da garrafa… Até pensei em sugerir que José Mariano Beltrame acumulasse as secretarias de Segurança de São Paulo e Rio… Seria bacana! Poder-se ia fazer a taxa de mortos por 100 mil dos dois estados, somados. A do Rio (25,8 por 100 mil*) cairia brutalmente, e a de São Paulo (10,8 por 100 mil*) subiria também brutalmente. A média daria 18,3! Sem contar que São Paulo precisa de um secretário que, como direi?, “circule mais”, como se dizia no colunismo social de antigamente.
Não sei se fui muito sutil…

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

O RISCO QUE SÃO PAULO TEM DE TER UM PETISTA NO PALÁCIO DOS BANDEIRANTES - AÍ É PRA CHORAR.  REAGE SÃO PAULO JÁ!




06/11/2012
 às 17:29 \ Direto ao Ponto

O poste da prefeitura ficou mais caro que o do Planalto. Para instalar um terceiro no Palácio dos Bandeirantes, a seita lulopetista topa fechar negócio até com o PCC

É mais barato e menos desgastante instalar um poste no Palácio do Planalto do que na prefeitura de São Paulo, descobriu nesta primavera o ex-presidente Lula. Para transformar Dilma Rousseff em sucessora, o chefe da seita só precisou promovê-la a Mãe do PAC em 2007, comunicar aos devotos  que  fora ela a escolhida e sacar do coldre a caneta que nomeia e distribui verbas. A afilhada quase foi eleita no primeiro turno. A vitória no segundo sobre José Serra viria mesmo se o padrinho resolvesse tirar uma improvável folga dos palanques.
Bem mais caro e trabalhoso foi eleger Fernando Haddad prefeito da maior cidade do país. Para que o poste não desabasse já no primeiro turno, só o apoio de Paulo Maluf custou uma secretaria de alta rentabilidade no Ministério das Cidades, uma constrangedora sessão de fotos no jardim da mansão e, como acaba de revelar o procurado pela Interpol, duas ou três siglas que lidam com habitação. Maluf sempre soube explorar o setor.
Marta Suplicy cobrou um Ministério da Cultura para acordar num palanque ao lado de Maluf e ajudar a manter o poste de pé. Gabriel Chalita, candidato do PMDB no primeiro turno, também cobrou um ministério para ajudar a carregar o poste na etapa final. Tudo somado, não teria sido salgado demais o preço pago para que o invento de Lula vencesse? “O importante é que conquistamos um reduto tucano”, fantasia o ex-jornalista Rui Falcão, presidente do PT.
Coisa de mitômano. Desde a ressurreição das eleições diretas em 1985, quando Jânio Quadros venceu Fernando Henrique Cardoso, o PSDB só foi vitorioso em 2004, com José Serra. Em contrapartida, Haddad será o terceiro prefeito petista, depois de Luiza Erundina (1988-1992) e Marta Suplicy (2000-2004). No período que separou as duas administrações companheiras, a cidade ficou sob o domínio de Paulo Maluf, que conseguiu um segundo mandato com o codinome Celso Pitta.
O histórico das eleições na cidade informa que São Paulo nunca foi reduto de partido nenhum. O poste de Lula derrotou um adversário do PSDB, certo, mas será alojado no gabinete ocupado por Gilberto Kassab, que em 2008, depois de completar o mandato de Serra, elegeu-se pelo DEM e hoje comanda o PSD. No “reduto tucano”, nenhuma sigla teve mais prefeitos que o PT. E Haddad não reconquistou nenhum território antigovernista: o PSD já faz parte da base alugada. Kassab mal esperou o fim das apurações para oficializar a aliança costurada nas sombras com a seita que faz qualquer negócio e aceita qualquer parceiro para garantir-se no poder.
Reduto tucano sem aspas, isto sim, é o estado de São Paulo, administrado desde 1994 por governadores tucanos. Lula não admite morrer sem ver o fim do reinado que vai completar 20 anos em 2014. A batalha pela retomada da capital foi só o prelúdio da guerra pela conquista do território paulista. Se fez o que fez na eleição municipal, o que não fará o fabricante de postes para instalar um Alexandre Padilha no Palácio dos Bandeirantes?
A tomada da sede do poder estadual é um sonho obsessivamente perseguido por Lula desde 1982, quando naufragou na disputa do governo paulista. Com o apoio de 5,2 milhões de eleitores, o vitorioso Franco Montoro teve o dobro dos votos de Reinaldo de Barros, o triplo dos atribuídos a Jânio e estabeleceu uma vantagem colossal sobre o concorrente do PT, quarto colocado com pouco mais de 1 milhão de votos. A frustração sofrida há 30 anos vem sendo ampliada a cada dois.
Neste novembro, por exemplo, o PT venceu em apenas 68 cidades, mais de uma centena abaixo do PSDB. Como se verá em outro texto, a brigada de 174 prefeitos tucanos é um dos muitos trunfos que, usados com competência, prolongarão pelo menos até 2018 a aflitiva espera dos devotos. O mestre já está à caça de aliados que lhe permitam enfrentar com chances o governador Geraldo Alckmin, candidato declarado à reeleição.
Para o homem dos postes, vale qualquer parceiro. Até o PCC.


Será que ela acredita no que fala, ou pensa que acreditamos no que ela diz?


Sanatório Geral/ Augusto Nunes

“No Brasil, a prevenção e combate à corrupção são hoje práticas de estado”.

Dilma Rousseff, durante a discurseira na 15ª Conferência Internacional Anticorrupção, ensinando que, no Brasil Maravilha, o governo cuida de prevenir e combater o que esconde, faz ou estimula.


Ah se a maioria dos eleitores tivesse o hábito de ler mais! Este país teria políticos mais capazes, a corrupção não se alastraria como um vírus pestilento e o país maravilha, aí sim, seria possível. ‘O resto é o resto’, por J.R. Guzzo

PUBLICADO NA EDIÇÃO IMPRESSA DE VEJA
J.R. GUZZO
Nada mais natural que depois de uma eleição para prefeitos e vereadores, como a de agora  ou para governadores, deputados e presidente, como se fará daqui a dois anos, cada um diga o que bem entender sobre o verdadeiro significado do que aconteceu, com os costumeiros cálculos para estabelecer “quem ganhou e quem perdeu”; deveria ser uma tarefa bem simples concluir que ganhou quem teve mais votos e perdeu quem teve menos, mas esse debate é um velho hábito nacional, e não vai mudar. Outra coisa, muito diferente, é acreditar naquilo que se diz.
Trata-se de uma liberdade de duas mãos: cada um fala o que quiser e, em compensação, cada um entende o que quiser daquilo que foi falado. Na recém-terminada eleição municipal de 2012, como de costume, não ficou claro, nem vai ficar, quanta atenção o público deveria realmente prestar a toda essa conversa que está ouvindo agora. É certo, desde já, que está ouvindo coisas que não fazem nenhum sentido — e, por isso mesmo, provavelmente não perderia nada se prestasse o mínimo de atenção a elas.
A fórmula é sempre a mesma. Cientistas políticos  pescados em alguma universidade ou instituto superior disso ou daquilo, aparecem de repente nos meios de comunicação para explicar, depois de encerrada a batalha, como, por que e por quem ela foi ganha ou perdida. É uma estranha ciência, essa, que, em vez de lidar com fatos comprovados, lida com opiniões. Na anatomia, por exemplo, está dito que o homem tem dois pulmões: não pode haver outra “opinião” quanto a isso. Na ciência política pode. Juntam-se a esses cientistas os políticos propriamente ditos, os comentaristas da imprensa e mais uma porção de gente, e de tudo o que dizem resulta uma salada que a mídia serve ao público como se estivesse transmitindo ao vivo o Sermão da Montanha.
Uma demonstração clara desse tumulto mental é a conclusão, por parte de muitas cabeças coroadas do mundo político, de que a vitória pessoal do ex-presidente Lula na eleição de São Paulo, onde levou para a prefeitura uma nulidade eleitoral que ninguém conhecia três meses atrás, apagou as condenações que seu partido e seu governo receberam no julgamento do mensalão. Está na cara que o resultado não apagou nem acendeu nada, pois eleição não é feita para separar o certo do errado, nem para decidir se houve ou não houve um crime ─ serve, unicamente, para escolher quem vai governar. Dizer o que está certo ou errado é tarefa exclusiva da Justiça; no caso, o STF já decidiu que foi cometida no governo Lula uma catarata de crimes, sobretudo de corrupção. Não há, simplesmente, como mudar isso. A Justiça pode funcionar muito mal no Brasil, mas é o único meio que se conhece para resolver quem tem razão ─ assim como eleição é o único meio que se conhece para escolher governos.
Não foi o “povo brasileiro”, além disso, quem “absolveu” o PT─ ou concorda quando o partido diz que seus chefes são “prisioneiros políticos” condenados por um “tribunal de exceção”, e não por corromperem e serem corrompidos. É curioso, aliás, como os políticos deste país ficam à vontade para falar em “povo brasileiro”. O PT ganhou esta última eleição em 10% dos municípios. E os eleitores dos outros 90%, com 80% do eleitorado, que povo seriam? Esquimós? É dado como um fato científico, também, que Lula foi o maior ganhador da eleição, por causa do resultado em São Paulo. Por que isso? Porque ele próprio, o PT e outros tantos vinham dizendo, desde o começo, que só o município de São Paulo, com pouco mais de 5% dos eleitores brasileiros, importava; o resto era apenas o resto.
De tanto repetirem isso, virou verdade. Mas é falso: não dá para dizer que não houve eleição em Salvador ou Fortaleza, no Recife, em Belo Horizonte e Porto Alegre, onde o PT apresentou candidatos com pleno apoio de Lula e da presidente Dilma Rousseff, e perdeu em todas ─ nas três últimas, inclusive, não sobreviveu nem ao primeiro turno. No mapa mental de Lula é como se nenhuma dessas cidades estivesse em território brasileiro; o Brasil, em sua geografia, começa e acaba em São Paulo. Cinco das principais capitais brasileiras, por esse modo de medir as coisas, são tratadas como se ficassem em Marte.
O que Lula e seu partido fizeram foi construir a ideia de que São Paulo, sozinha, vale mais que todo o restante do Brasil somado ─ e nisso, realmente, tiveram sucesso, pois nove entre dez “profissionais” da política dizem mais ou menos a mesma coisa. Assim é, se lhes parece. Mas o público não tem a menor obrigação de acreditar no que estão dizendo.


Mais um ministério para a "cumpanherada".Porque para prestar serviço mesmo, é que não é. E o povo sem saúde, sem escola, sem luz, sem gasolina.... Câmara aprova a criação do 39º ministério de Dilma; custo: R$ 7,9 milhões

Por Isabel Braga, no Globo:
Sob protestos da oposição, a Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira a criação da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, com status de ministério e vinculada à Presidência da República. Enviado ao Congresso em 2011, o projeto prevê a criação de 66 cargos em comissão, a serem ocupados por servidores não concursados, e os cargos de ministro e de secretário-executivo. O custo previsto na exposição de motivos é de R$ 7,9 milhões. O projeto precisa ser aprovado no Senado, antes de ir à sanção presidencial.
A oposição reclamou da criação de mais uma secretaria e do 39º ministro do governo Dilma. Afirmou que a intenção não é beneficiar o setor das pequenas e micro empresas, mas acomodar novos aliados do Planalto. Nos bastidores, especula-se que a nova secretaria poderá ser oferecida ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, presidente do PSD, partido que deverá integrar a base do governo Dilma Rousseff.
“É mais uma secretaria com status de ministério. O projeto nada mais é do que arrumar emprego para os indicados da base aliada. Enquanto isso, o custeio da máquina pública foi para as estrelas e o país fica sem investimentos”, criticou o líder do PSDB na Câmara, Bruno Araújo (PE). O projeto foi aprovado nesta quarta-feira à noite por 300 votos a 45.
Deputados da base aliada elogiaram a iniciativa, mas não esconderam que a nova pasta traz à tona disputas por espaços no governo. “Estão dizendo que é para o Kassab? Não é não, é para o (Gabriel) Chalita (deputado do PMDB que disputou a prefeitura de São Paulo e apoiou o petista Fernando Haddad no segundo turno)”, brincou o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA). O líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), preferiu não brincar com o fato e procurou ressaltar a importância da nova pasta: “É uma secretaria importante para um segmento crescente no Brasil”. O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), disse que o projeto que cria a secretaria tramitava há mais de um ano na Casa e que houve acordo com os líderes partidários, em reunião feita, na semana passada, para votá-lo. ”É uma matéria que dialoga com um setor importante da sociedade brasileira, o setor de micro e pequenas empresas. A criação da secretaria dá um tratamento especial para políticas nesse setor e garante o desenvolvimento da economia brasileira”, disse Maia.
Em agosto de 2011, Dilma convidou a empresária Luiza Trajano, dona do Magazine Luiza, para comandar a pasta. Diante da necessidade de acomodação de aliados, não se sabe se o convite será mantido. A criação da Secretaria da Micro e Pequena Empresa foi uma promessa de campanha da presidente Dilma Rousseff. Na transição de governo, a pasta foi oferecida ao PSB, que indicaria para o cargo o senador Antônio Carlos Valadares (SE), mas ele disse que não aceitaria um ministério criado só para acomodá-lo.
(…)
Por Reinaldo Azevedo